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Arquivo da Categoria Conar

quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Campanha, Conar, Propaganda, Web | 17:01

Axe terá de mudar anúncio

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Misture-os e acumule mulheres, diz um anúncio de Axe (versões Prateada e Preta) veiculado na fanpage da marca e que entrou na mira do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação, o Conar. O orgão recebeu cerca de 12 reclamações de consumidores brasileiros. O problema foi a palavra “acumule”, considerada ofensiva e desrespeitosa com as mulheres e que a Unilever concordou em retirar, por recomendação do Conar. A peça é parte da campanha criada pela agência Ponce Buenos Aires, e foi lançada no Brasil em junho de 2012. Segue a resposta da Unilever:
“Considerando a decisão do Conar, retiramos do ar a peça avaliada por eles, para a realização do ajuste necessário. Não temos uma data para retornar com a peça em nossa fan page. Garantimos que se ela voltar ao ar, estará com a alteração recomendada.”
E você, o que achou da peça e da decisão do Conar?

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sexta-feira, 9 de março de 2012 Campanha, Conar | 20:08

Sacolinhas vencem…pelo menos no Conar

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O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) decidiu recomendar a suspensão da campanha da Apas (Associação Paulista de Supermercados) contra o uso de sacolas plásticas, caracterizando-a como “propaganda enganosa”, acusação feita pela Plastivida, o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos que abriu guerra contra a proibição de sacolinhas plásticas nos supermercados, alegando que outros materiais para produzir sacolas são muito mais danosos ao meio-ambiente. O Conar votou pela recomendação de suspensão imediata da campanha, por unanimidade. Ponto para as sacolinhas plásticas, pelo menos na comunicação.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Campanha, Conar, TV | 00:30

Conar absolve Hope

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Depois de avaliar denúncias de consumidoras que acusavam a campanha “Hope Ensina”, da lingerie Hope, de ser sexista, o Conar liberou a campanha de quaisquer restrições. Bati um papo sobre o assunto com o diretor de criação da campanha, Adilson Xavier, presidente e diretor de criação da Giovanni+Draftfcb. Para Adilson, essa polêmica sinaliza uma mudança alarmante no humor dos brasileiros. Ele acredita que daqui a pouco não será mais possível sequer fazer piada de papagaio, que a Associação Protetora dos Animais vai derrubar. “O humor do brasileiro está ficando muito politicamente correto e careta.”, diz.

O Conar decidiu a favor da campanha Hope Ensina. O que esse episódio, no fim das contas, ensina?
Adilson Xavier – Ensina que o Brasil evoluiu e está pronto pra debater sobre qualquer tema (que venham os temas mais relevantes). Ensina que a mulher brasileira está muito mais madura do que algumas minorias acreditam, e não precisa ser tutelada para saber a diferença entre piada e ofensa. Ensina que não existe nada melhor do que uma discussão civilizada para que as coisas se esclareçam, que todas as opiniões são bem-vindas, e que as opiniões raivosas geralmente partem de quem não está enxergando a situação com o necessário bom senso.

Por que você acredita que algumas mulheres se incomodaram com a campanha?
Adilson – Por estarem de espírito armado e olharem apenas para um viés depreciativo que parece assombrá-las. A grande maioria das manifestações contrárias à campanha partiu ou de gente ligada à política, ou de ONGs que se dedicam a vigiar e repelir tudo o que soe ameaçador.

Por que Gisele não falou abertamente sobre o tema, como mulher, dando seu depoimento diretamente, apenas via assessoria de imprensa?
Adilson – Gisele é um ícone. Uma mulher bem sucedida, bem resolvida e de bem com a vida. Querer que ela entre nesse debate ensandecido, tão desproporcional e fora de época, seria injusto.

Como fica uma marca dirigida as mulheres quando é questionada pelas próprias mulheres? Não seria um sinal de alerta? Ou não se pode, mesmo, agradar a todos?
Adilson – Hope é uma marca contemporânea, leve, desencanada e bem-humorada, para mulheres idem. É a esse público que ela se dirige. Sinal de alerta seria se a campanha passasse batida e ninguém percebesse a sua existência.

Como a Hope quer se posicionar com esta campanha?
Adilson – Como a marca que melhor combina as características mais consagradas da mulher brasileira: modernidade, beleza, charme, sensualidade, irreverência e bom humor.

Você acha que essa campanha, se fosse pré-testada, poderia ter sofrido mudanças antes de ir ao ar para tornar-se “melhor aceita”?
Adilson – Se fosse pré-testada, ela corria o risco de ser estragada. Bastava ter uma dessas pessoas ressentidas entre os pesquisados e um processo de desconfiguração da ideia poderia entrar em ação e ficar fora de controle.
Ser melhor aceita do que receber o apoio de cerca de 90% do público? Ainda não vi essa proeza.
Benditos os anunciantes que acreditam nas ideias, confiam na sua intuição e dispensam a falsa sensação de segurança dos pré-testes.

É corajoso defender um ponto de vista em nome da construção de uma marca forte?
Adilson – Sem dúvida. E essa coragem é necessária, nada a ver com heroísmo. Ter um ponto de vista é fundamental para as marcas que pretendem significar algo para seu público.

Revendo a campanha:

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quarta-feira, 27 de julho de 2011 Campanha, Conar, Propaganda, Revista | 18:53

Excesso de Photoshop condena anúncios na Inglaterra

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Vivemos o auge do retoque de imagem. Onde isso se torna mais extremo é, sem dúvida, nas publicações dedicadas a corpo e beleza e, claro, na publicidade de produtos voltados para a beleza. Ninguém quer ver rugas ou feiura estampada na propaganda, claro. Mas há limites para o retoque. A discussão a respeito da verdadeira beleza já foi levantada faz tempo pela Avon. O assunto esquentou na Inglaterra, quando o Conar local – o Advertising Standards Authority – baniu dois anúncios em que a atriz Julia Roberts e a modelo Christy Turlington, respectivamente para as marcas Lancôme e Maybelline, onde ambas apareces excessivamente retocadas.

A L’Oreal admitiu ter feito alguns retoques na imagem. Mas não apresentou provas convincentes ao ASA de que as moças teriam passado apenas por leves retoques. Ao vender produtos que melhoram o aspecto da pele, os anúncios foram considerados exagerados em sua promessa – para não dizer mentirosos.

(Com adage.com)

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 Campanha, Conar, Propaganda | 11:27

"Mulheres evoluídas" ofendem homens

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A campanha da Bombril “Mulheres Evoluídas”, em que um grupo de comediantes mulheres cometem uma série de indelicadezas em relação aos homens como, por exemplo, recomendar adestrá-los, chegou ao Conar – por protesto de homens ofendidos. No entanto, a representação Nº 058/11 não deu resultados. Foi arquivada por unanimidade. Desde que entrou no ar, a campanha vem gerando uma série de reclamações, principalmente por parte do público masculino. Na nota publicada nesta coluna na ocasião do seu lançamento, há uma profusão de comentários negativos em relação à estratégia mencionando, inclusive, boicotes a produtos. (Confira aqui)
Há algumas semanas, depois de outras reclamações semelhantes junto ao Conar (que também não surtiram efeito), a Bombril soltou o seguinte comunicado:
“A Bombril não tem a intenção de tirar a campanha do ar. O bom humor e a irreverência, que historicamente fizeram parte das campanhas da Bombril e que contribuíram para que ela fosse considerada a Marca do Século, também estão presentes em “Mulheres evoluídas”, mas com uma roupagem diferente. Como a Bombril reconhece a mulher em todos os seus papéis, desenvolve uma série de ações para valorizá-la. Desta vez, colocou-as como protagonistas da história, valorizando estas que foram as responsáveis pela evolução da empresa. Em nenhum momento a intenção foi ofender os homens. O Conar não acolheu os argumentos feitos contra a campanha da Bombril e dados colhidos pela empresa através do canal SAC apontam aprovação, principalmente do público feminino, alvo da campanha.”

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quarta-feira, 2 de março de 2011 Campanha, Conar, Propaganda | 17:18

Conar tira anúncio da Nissan do ar

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A pedido da Ford, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) mandou cancelar a veiculação do anúncio acima criado pela Lew’LaraTBWA. A peça cita uma matéria publicada pela revista Exame em 23 de fevereiro de 2011. O órgão já suspendeu outras peças da Nissan, que vem se utilizando com frequencia de propaganda comparativa, provocando outras montadoras. Desta vez, considerou a peça anti-ética. Ela cita, inclusive, o próprio Conar de maneira ostensiva.
A Lew’Lara emitiu comunicado sobre seu posicionamento diante da nova proibição. Segundo o comunicado, “… a agência buscou somente ressaltar os números que comprovam a eficiência da comunicação utilizada. Em nenhum momento o objetivo foi questionar a atuação do Conar. Se o anúncio feriu algum artigo do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, a Lew’LaraTBWA pede desculpas. Vale ressaltar que a agência respeita e acata todas as decisões do Conar, suspendendo imediatamente as campanhas do ar após receber a notificação”.

Assista ao filme recente em que a Nissan provoca a Ford:

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010 Campanha, Conar, Propaganda | 17:54

Lew'Lara e Nissan atacam outra vez

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Mais uma da Lew’LaraTBWA para a Nissan Frontier, atacando a concorrência. A agência criou um filme que tem o objetivo de mostrar que a Nissan Frontier é a única picape da categoria com força para encarar lama de verdade. Em formato de vídeo clipe, o comercial entrou primeiro na web e nos canais oficiais online da Nissan e já está na TV. Apresenta a dupla de “mauricinhos” – Railuque e Maloque – que, na caçamba das picapes concorrentes, canta suas aventuras de cowboys de posto, como jogos de futebol em carpete, brincadeiras em playground e plantação de banana no FarmVille.
“Agora em dezembro, último mês com IPI reduzido para picapes, queremos chamar a atenção dos consumidores e destacar os diferenciais da Nissan Frontier, principalmente a força, já que temos a maior potência e torque da categoria”, diz Carlos Murilo Moreno, diretor de Marketing da Nissan do Brasil.
Quanto tempo será que permanece no ar antes da concorrência se manifestar junto ao Conar?

“A Nissan Frontier é uma picape que encara lama mesmo, ela é forte. Não é só aparência, como as concorrentes. Por isso, nós criamos uma paródia com uma dupla sertaneja que não é sertaneja: Railuque e Maloque”, explica o Executive Creative Directors da Lew’LaraTBWA, Manir Fadel.
Recentemente, a Nissan teve uma campanha para seu modelo Livina retirada do ar pois mencionava diretamente a concorrência. No Brasil, campanhas comparativas ainda são um tabu e invariavelmente são retiradas do ar.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010 Campanha, Conar, Propaganda, Propaganda comparativa, TV, Web | 09:40

Livina volta a bater na concorrência

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Depois do imbróglio que tirou do ar o último comercial do Livina, da Nissan, a marca volta ao ar com um filme que mostra seu motorista literalmente rasgando dinheiro. Trata-se, na verdade, de um vídeo que tornou-se um dos virais mais acessados na última semana no Youtube. Nele, um ator interpretando um consumidor enfurecido, distribui dinheiro de verdade em diversos lugares da cidade de São Paulo. O motivo da revolta foi ter comprado um carro concorrente do Nissan Livina, R$ 5.527 mais caro. Para produzir o comercial, câmeras escondidas gravaram a reação natural das pessoas que corriam atrás das cédulas pelos locais por onde o ator passava. A criação é da Lew’laraTBWA. O vídeo foi baseado em uma reportagem da imprensa especializada no setor automotivo que cita o Nissan Livina como a melhor relação custo/benefício. De acordo com a publicação, para ter o mesmo nível de equipamentos do Livina 1.6 topo de linha, o concorrente custa R$ 5.527,00 a mais. Desta vez, o filme menciona o Fiat Idea, que apareceu na referida reportagem custando mais que o Livina. Vamos ver no que vai dar.
Veja o filme:

A veiculação é feita em TV aberta e por assinatura, além dos canais oficiais da Nissan na Internet.

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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Conar, Propaganda, Propaganda comparativa | 19:18

Entre a justiça e a polêmica

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Não dá para agradar a todos. O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, o Conar, há 30 anos faz as vezes de “advogado do diabo” da propaganda, na busca do ponto equilíbrio do bom-senso. A entidade procura regular os excessos – quase sempre motivada por reclamações dos próprios consumidores – às vezes ofendidos por mensagens machistas, ou que trate as mulheres como objetos, ou ofensiva por seu teor erótico. Às vezes, como vimos recentemente no episódio Livina/Nissan (devidamente registrado alguns posts abaixo), o Conar precisa atuar contra a propaganda comparativa, ainda um tabu no Brasil, e comum em alguns outros mercados, como os EUA. Seja como for, a entidade tem um enorme valor e neste trigésimo aniversário foi homenageada com alguns anúncios interessantes, como este, da F/Nazca S&S:

Esse outro foi criado pela Fischer+Fala!:

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domingo, 3 de outubro de 2010 Conar, Marcas, Marketing, Propaganda comparativa | 22:38

Nissan "pede desculpas"

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Após tirar seu último comercial do ar, no qual salientava os prêmios de seu modelo Livina e mostrava montadoras concorrentes iradas com isso (veja em post anterior), a Nissan veicula novo filme. Nele, com ironia, pede desculpas às concorrentes. Veja:

O filme postado no Youtube é da Lew’Lara/TBWA e tem, inclusive, uma versão com legendas em inglês devido ao interesse internacional gerado pelo comercial comparativo. Em busca de mais atenção para a marca Livina, que apesar dos prêmios não têm tido boa performance em vendas, a propaganda comparativa certamente foi uma estratégia oportuna. Vamos aguardar os próximos capítulos.

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